terça-feira, 8 de junho de 2010

À procura da ética

Por Rafael Brito

Baixaria, sangue, morte, imagens indevidas, artifícios que ferem os Direitos Humanos, não prevenção da imagem alheia, espetacularização, entre outras irregularidades que poderíamos destacar para os programas  populares que vão de encontro a ética jornalística. A falta de princípios éticos em jornais televisivos não chegou com o advento dos novos programas sensacionalistas, como Bocão, que passa na TV Itapoan, filial da Record, na Bahia e o Que Venha o Povo, jornal popular da Tv Aratu, filial do SBT, na Bahia. Mas foi com o surgimento dos programas televisivos populares formatados na década de 1990, como Brasil Urgente, entre outros, que começou a se questionar até onde a liberdade de imprensa e a notícia que é contra os Direitos Humanos e éticos devem ir.

Diferente de países como Estados Unidos da América, Alemanha, Inglaterra, França e outros, o Brasil não possui um órgão federal que regule a programação televisiva. Com isso, em 2002, nasci à campanha Quem Financia a Baixaria é contra a Cidadania, instrumento que promove o respeito aos princípios éticos e os Direitos Humanos na televisão brasileira. “Somos engajados na campanha para resgatar o significado contemporâneo da liberdade de expressão e de formação de uma opinião pública crítica baseada nos valores humanistas”, comentário retirado do próprio site Ética na Tv.

A campanha é uma iniciativa da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados, em parceria com entidades da sociedade civil, destinada a promover o respeito aos direitos humanos e à dignidade do cidadão nos programas de televisão. Entre seus princípios está a não consideração legítima a divulgação de imagens que exponham pessoas ao ridículo ou que lhes ocasione algum tipo de constrangimento moral.

Outros princípios é que a programação televisiva não deve incitar ao ódio e firmando um compromisso com uma cultura de paz, não estimular o racismo e promovendo um acordo com uma cultura que respeite, preserve e valorize as diferenças étnicas. Um dos princípios de maior relevância é um ajuste que se contrapõe às práticas de violência e discriminação contra a mulher, sem que a programação televisiva não deve estimular à violência contra quem quer que seja

A campanha já conta com núcleos organizados em 17 unidades da federação, entre elas, na Bahia, com representante Edmundo Ribeiro Kroger. Para quem quiser conhecer mais sobre a campanha e ajudar na fiscalização dos programas televisivos o link é http://www.eticanatv.org.br/.

Quadro extraído do site Ética na Tv com os programas que já receberam denúncias

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